
O Rio Grande do Sul vive, em 2026, um dos maiores ciclos de expansão da infraestrutura de saneamento já realizados no Estado. A Corsan executará obras para implantar 1.741 quilômetros de redes de esgoto e 155.836 novas ligações de esgotamento sanitário.
Com esse avanço, cerca de 955 mil gaúchos passarão a contar com acesso ampliado aos serviços de saneamento. A expansão também evitará que o equivalente ao volume correspondente a 7,2 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento seja lançado na natureza a cada ano.
Os investimentos integram um plano estruturante que tem como meta a universalização do saneamento básico no Rio Grande do Sul até 2033, conforme o Marco Legal do setor, que estabelece o atendimento de 99% da população com água tratada e de 90% com coleta e tratamento de esgoto. Até lá, a projeção é implantar cerca de 18 mil quilômetros de redes de esgoto. O ciclo de obras previsto para 2026 também deve gerar 7,3 mil empregos.
Entregas de 2025 já beneficiam mais de um milhão de gaúchos
O avanço previsto para 2026 ocorre após um ciclo importante de entregas em 2025. No último ano, dos quase R$2 bilhões investidos no Rio Grande do Sul, quase metade foi destinada à expansão dos sistemas de saneamento. Foram implantados 531 quilômetros de redes de esgoto e realizadas 41.962 novas ligações
Na metade oeste, a expansão do sistema de esgotamento sanitário foi um dos principais eixos de investimento. A Corsan executou obras em oito municípios: Alegrete, Barra do Quaraí, Dom Pedrito, Quaraí, Rosário do Sul, Santa Rosa, Santo Ângelo e São Borja.
Os aportes somaram mais de R$41,5 milhões, com a implantação de aproximadamente 65 quilômetros de redes coletoras e a execução de 5.115 novas ligações domiciliares de esgoto, ampliando de forma gradual a cobertura do serviço nessas cidades. Quaraí, por exemplo, já ultrapassou a marca dos 60% de cobertura, enquanto as demais cidades em obras variam entre 20% e 40% de cobertura e tratamento de esgoto.
Neste ano, no mínimo mais quatro municípios da região devem iniciar suas obras ainda no primeiro semestre. Este número pode aumentar até o final de 2026, conforme processos de contratação e execução.
No Estado, a Corsan apresenta mais alguns casos em que os resultados antecipam metas nacionais. Municípios como Esteio, Pedras Altas e Aceguá já atingiram mais de 90% de coleta e tratamento de esgoto, índice que o país pretende alcançar em 2033.
A expansão da infraestrutura exige intervenções em áreas urbanas, com abertura de vias, bloqueios temporários de trânsito e ajustes na circulação. Apesar dos transtornos momentâneos, as obras produzem benefícios permanentes, com impactos diretos na saúde pública, no meio ambiente, na valorização imobiliária e na atração de investimentos.
A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto também contribui para reduzir o lançamento irregular de resíduos na natureza e a incidência de doenças relacionadas à água. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 11.713 internações por doenças de veiculação hídrica, indicador que reforça a relação direta entre saneamento e saúde pública.
Além dos investimentos em infraestrutura, a expansão do saneamento depende de responsabilidade compartilhada. Enquanto o poder público atua na gestão de resíduos sólidos e na drenagem urbana, a Corsan amplia redes, executa obras e opera os sistemas de água e esgoto. A população, por sua vez, tem papel decisivo ao conectar os imóveis às redes disponíveis e utilizar corretamente os sistemas.