
O 3º Seminário Regional de Artesanato, realizado no Auditório da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (Cacis) de Três Passos, reuniu artesãos e representantes de várias instituições em uma jornada de aprendizado, troca de experiências e valorização do artesanato. O evento foi promovido pela Prefeitura, Emater/RS-Ascar, FGTAS, Cacis, entre outras parcerias regionais, na última quarta-feira (12/03).
Com uma programação diversificada e rica, o seminário teve início com a palestra sobre o Programa Gaúcho de Artesanato da coordenadora regional do FGTAS, Etiene Moellmann, que esclareceu sobre o acesso e renovação da Carteira Estadual e Nacional do Artesão, além de destacar a importância do artesanato para a economia e o bem-estar das comunidades. “Artesanato e habilidades manuais são atividades que geram empregabilidade e renda”.
O evento seguiu com um painel sobre o impacto do artesanato na economia local, com a participação da Tânia Santos, da Agência FGTAS de Ijuí. E também da artesã Elinir Maria Didoné, compartilhou sua experiência de mais de 20 anos produzindo peças únicas, como arranjos, guirlandas, cachepôs, a partir de fibras vegetais de bananeira, palha de milho, casca de pinhão, pinha, porongo, cipó, capim santa fé. O artesanato foi e é importante na economia e na saúde mental, sendo fonte de renda e uma forma de cuidado terapêutico muito importantes. Durante a palestra, ela também enfatizou o papel das associações e o fortalecimento profissional proporcionado por encontros e feiras regionais.
Elenir, que também foi presidente da Associação dos Artesãos de Ijuí (Adai) por muitos anos, recordou ainda que sempre participou dos encontros promovidos inicialmente pela Emater/RS-Ascar e na sequência pelo Programa Vida Rural, do município de Ijuí, muitas vezes percorrendo um longo caminho a pé para participar, o que muito contribuiu para seu fortalecimento pessoal e profissional. Participou de inúmeras feiras e eventos, tanto como expositora quanto organizadora, representando sua categoria na construção do espaço do artesanato em Ijuí e região.
A avaliadora do Programa Gaúcho de Artesanato de Ijuí, Tânia Santos, contou um pouco de como o artesanato alcança diferentes públicos, como os usuários do Caps, os apenados, os indígenas, gerando empregabilidade e renda. Elizandra da Silva, da Criatec/Unijuí, compartilhou saberes e conquistas dos projetos da Criatec, entre eles a retomada das Feiras da Economia Solidária e os projetos com a associação de catadores de Ijuí.
A extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Três Passos, Laurice Diniz, entregou aos palestrantes um belo mimo, uma peça artesanal produzida por ela, com reciclagem de materiais e plantas. Andreia Baraldi conduziu os participantes no período da tarde em uma visita à Loja Adenise, onde os participantes puderam conhecer o trabalho de 25 artesãos que se uniram para expor e comercializar seus produtos na cidade.
Para a artesã indígena Adriana Ivã Borges, e para as oficineiras do Cras de Redentora, Maristela Fátima Maçalai e Rovena Callioni da Silva, foi uma oportunidade de capacitação, construção de conhecimento em sua atividade profissional e na integração com outras artesãs. Adriana também teve a oportunidade de encaminhar sua carteira de artesã neste dia, com a atuação do avaliador do Programa Gaúcho de Artesanato de Frederico Westphalen, Dionísio Faccin, e já está recebendo encomenda de seus trabalhos, relata a extensionista da Emater/RS-Ascar de Redentora, Patrícia Moura.
O seminário ainda contou com a participação de Elizandra Cristiane Pinheiro da Silva, da Itecsol-Unijuí, que destacou os projetos de Economia Solidária e as Feiras da Economia Solidária. A extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Isabel Robaert de Souza, também ressaltou a importância da valorização das matérias-primas locais e do artesanato rural.
A importância do seminário foi ressaltada pela participação de representantes de municípios como Três Passos, Crissiumal, Redentora, Barra do Guarita e Ijuí, todos envolvidos na promoção do artesanato e no fortalecimento da economia regional. O 3º Seminário Regional de Artesanato não só fomentou a troca de saberes e o fortalecimento de laços entre os artesãos da região, mas também destacou a importância dessa atividade na promoção da cultura, da inclusão social e da geração de emprego e renda.