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A soja, principal grão produzido no território gaúcho, voltou a ser protagonista de dia de campo que atraiu mais de 580 pessoas, vindas de diferentes pontos do Noroeste gaúcho, à área experimental da Agriplus, em Santa Rosa. Em todo o Estado, segundo a Emater/RS-Ascar, foram cultivados 6.811.344 hectares com soja neste ano, destes, mais de 781 mil ha nos 45 municípios de abrangência da Instituição na região de Santa Rosa (Fronteira Noroeste e Missões).
O evento, promovido pela Agriplus, contou com o apoio da Emater/RS-Ascar, Sicredi, Mosaic Fertilizantes e da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Noroeste do Rio Grande do Sul (Aenorgs), bem como com o envolvimento de empresas de diversos segmentos de produção e proteção de plantas.
Quem passou pelo dia de campo teve a oportunidade de visitar 25 estações que apresentaram resultados e orientações em relação a variedades, fitossanidade, nutrição, manejo e fertilidade do solo, produtos biológicos que avançam como alternativa no campo, tecnologias de aplicação, períodos de plantio e colheita, entre outros aspectos importantes para o desenvolvimento da cultura.
O engenheiro agrônomo Sérgio Schneider, proprietário da Agriplus, explica que junto à área experimental é possível observar resultados baseados em pesquisas realizadas por cinco anos, levando em conta fatores como data de plantio, manejo de doenças, testes de produtos e práticas conservacionistas do solo. Entre as características observadas no perfil da planta com maior produtividade de soja, Schneider destaca entrenós curtos, ramificações a partir dos cotilédones, folíolos com menor área, existência de 16 a 17 nós, altura aproximada de 70 cm e maior número de vagens por plantas. Os cuidados com a qualidade do solo e o escalonamento do plantio levando em conta o risco agroclimático, segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador, são aspectos que têm feito a diferença nos resultados obtidos neste ano, considerando o cenário de estiagem que impacta a produção no Noroeste gaúcho.
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DOENÇAS, TECNOLOGIAS DE APLICAÇÃO E CUIDADOS COM O SOLO
Em sua participação, a Emater/RS-Ascar, numa parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), apresentou orientações que contribuem com a defesa sanitária vegetal. O Manejo Integrado de Pragas e Doenças tem se tornado cada vez mais popular entre aqueles que buscam maior produtividade com menores custos econômicos e impacto ambiental. Consiste em integrar diferentes práticas agrícolas nas propriedades, contemplando conhecimentos sobre biologia dos agentes causadores de danos às plantas (insetos, ácaros, fungos) e dos agentes biológicos que realizam controle natural (inimigos naturais), assim como os níveis de dano econômico para a tomada de decisões sobre o manejo mais adequado (biológico, mecânico, cultural ou químico).
Também apresentou informações sobre a defesa sanitária veria vegetal, através do Programa Monitora Ferrugem RS, bem como tecnologias de aplicação e cuidados para melhorar a eficiência e diminuir os impactos em relação à pulverização de produtos agrícolas. Em 2025, na região de Santa Rosa, a Emater/RS-Ascar deve oferecer, gratuitamente, 40 cursos de boas práticas de aplicação de agrotóxicos, atendendo à Instrução Normativa estadual vigente para a aplicação de herbicidas hormonais.
Na estação sobre solos, receberam ênfase técnicas para correção e manutenção da fertilidade como terraceamento, semeadura em contorno e cobertura permanente para redução do impacto de enxurradas e retenção da água da chuva, além da importância da amostragem adequada para análise química e física, fatores a serem levados em conta na definição de doses de corretivos e fertilizantes, correção física e química de acordo com o cenário da lavoura, adubação de manutenção e restituição e diversificação das culturas.