
Fé, cultura e reflexão marcaram a noite deste domingo (26), em Santo Ângelo, com a realização da Missa da Terra Sem Males. A celebração ecumênica reuniu um público de cerca de 5 mil pessoas, que acompanharam uma apresentação carregada de simbolismo, espiritualidade e valorização das raízes indígenas e missioneiras.
Com a Catedral Angelopolitana como cenário, o evento, um dos maiores dos 400 Anos das Missões, evidenciou ainda a união dos municípios missioneiros. Prefeitos, vice-prefeitos e autoridades ingressaram pelos arcos que representam os 30 Povos das Missões, em um gesto que simbolizou a integração regional e a celebração da identidade missioneira.
O espetáculo reuniu cerca de 400 coralistas de diferentes cidades gaúchas, que formaram um grande coro conduzido pelos maestros Claus Jerke e Martin Coplas, compositor musical da obra.
A celebração também foi enriquecida por participações especiais, como o coral guarani Jeguatá Pyaú, da aldeia Tekoa Pyaú, que levou ao público a força da ancestralidade indígena; o Laboratório Investigativo de Criações Contemporâneas em Dança (LICCDA), da UFSM, que realizou a encenação da obra; e produtores locais, responsáveis pela oferta simbólica de alimentos.
“Santo Ângelo reafirma seu protagonismo como palco de grandes eventos, reunindo a comunidade e visitantes em um momento de profunda conexão com a nossa história. Esta celebração deixa como legado uma experiência marcante de união entre povos e culturas”, destacou o prefeito Nivio Braz.
Promovida pela Prefeitura de Santo Ângelo, através das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Cultura e Esporte, e Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, a Missa da Terra Sem Males teve apoio da Associação dos Municípios das Missões (AMM) e da Diocese de Santo Ângelo e patrocínio da Secretaria Estadual da Cultura – Governo do Rio Grande do Sul.